Hipertexto: um mar de informações

Na década de 1960, o filósofo e sociólogo norte-americano Theodor Nelson criou a expressão hipertexto para designar “uma escrita não-sequencial, num texto que se bifurca, permitindo que o leitor escolha e que se leia melhor numa tela interativa”. Complicado? Nem tanto, pois é exatamente isso que temos diante de nós quando acessamos a Internet. O conteúdo disponível nas páginas da Web contém palavras, sons, imagens e elementos paratextuais, como o link, que criam “N” possibilidades para a navegação. Aliás, o termo não poderia ser outro, navegar… Assim como um marujo utiliza o leme para direcionar a sua embarcação, o internauta dispõe do link para navegar num mar de informações. Uma palavra sublinhada é o passaporte que permite seguir em direção a outros textos e contextos. Essa “viagem” começa num click do mouse, e o itinerário quem decide somos nós. Em meio a tantas conexões dá até para se perder. “Espera aí, eu tava buscando o quê mesmo?” Depois de alguns cliks a página inicial ficou lá atrás e o assunto, às vezes, já é outro bem diferente. Mas isso é bom, porque estes “outros” caminhos podem ser bem produtivos. Na Internet é assim, quem procura pela informação “A”, acaba por encontrar um abecedário inteiro rsrsrsrsrss. De página em página, dá para passear pelos mais diversos conteúdos, saber de tudo um pouco e um pouco de tudo, tudo isso sem sair do lugar. Não é o máximo?

 

4 Comentários

  1. sucadesouza disse,

    Agosto 19, 2008 às 4:42 pm

    Claudinha,
    Acho que é o máximo para quem sabe procurar e tem uma base boa pra discernir o que é bom e o que é lixo. O grande problema é que a maioria das pessoas não tem paciência necessária de fazer uma busca bem feita e acabam optando pelo mais fácil ou “mais digerível” digamos assim. Isso é ruim. É igual comida pronta. É facil de fazer e não demora para ficar pronto, por isso engorda! Muito mais saudável é descascar uma fruta, mas isso ninguém tem saco de fazer!
    beijins,
    Suca

  2. alexandre marcos disse,

    Agosto 21, 2008 às 2:14 pm

    Oi Claudia,
    O hipertexto é uma viagem que pode ser produtiva sim. Concordo com o Suca, a chave é o discernimento.
    Hipertexto 2.0, Folksonomia e Tags são unidos basicamente, para uma forma de recuperar e organizar informações, criado pelos usuários de forma livre e sem restrição do vocabulário. São atalhos que na maioria das vezes facilita a procura de informações passadas, já que foi feita pelos próprios usuários, formando uma memória coletiva.

    Os sistemas tradicionais de recuperação, organização e representação de informações trabalham através da taxonomia, porém apartir de um vocabulário controlado. Onde muitas vezes não encontramos o que queremos, pois a IA (inteligência artificial) pode nao entender gírias, apelidos e outras palavras que remeteriam ao que estamos procurando. A partir da Folksonomia, o vocabulário passa a ser descontrolado, o que possui um lado bom e ruim. Bom, por nos dar um grande leque de opções de busca, através de palavras apenas associadas ao que procuramos, ou gírias de uma comunidade específica. Por exemplo, eu querer uma imagem de um carro específico, mas não sei o nome, então procuro por palavras que poderiam estar relacionadas a ele, e assim achá-lo . Porém, pode nos atrapalhar pelo exceço de informações que podem ser totalmente desnecessárias ou com nenhuma ligação com o que nós queremos. Por exemplo, posso procurar na internet por “Red Hot”, me referindo a banda Red Hot Chili Peppers, e começar a aparecer sites pornôs ou fotos com “ruivas quentes” ( não necessariamente nessa ordem). Eu acredito que o hipertexto, folksonomia e os tags mais ajudam do que atrapalham, pois as vezes encontrar algo muito interessante, mesmo que não seja o que você estava procurando.
    Assim sendo, vc tá coberta de razão ( de nooovo)
    bjs

  3. Luís Cláudio disse,

    Agosto 25, 2008 às 3:45 pm

    Cláudia,

    Muito bom! Pensar sobre o link é pensar sobre como anda a comunicação. Precisamos frequentemente questionar em que direção vamos para não perder o caminho. Não importa se “seguir em frente” ou temporariamente “voltar atrás”, vale mesmo é estar sempre a procura de algo.

    Luís Cláudio

  4. Alessandra disse,

    Agosto 28, 2008 às 11:18 am

    Uma coisa que resistiu a tantos anos e agora estoura, sendo a coisa mais necessária da era digital deve ser louvada.
    Realmente é o máximo!!!
    Parabéns pelo blog


Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.